O show do Paul McCartney foi maravilhoso, é o relato unânime de todos os que assistiram ao show. E não podia ter sido de outro modo, sendo ele quem é, super talentoso e profissional.
Não vivi a emoção do show, aquela adrenalina de estar fazendo parte de um grande grupo que reverencia o artista e usufrui o espetáculo, mas estou feliz mesmo assim. Feliz porque isso aconteceu na minha cidade, porque foi tudo num clima de paz e amor, porque muitas pessoas que conheço e gosto assistiram o show.
E porque não poderia ter ido mesmo. Passei pela frente do estádio, às 6 horas, mais ou menos, me encaminhando para um passeio na zona sul, e vi aquelas filas imensas pra entrar. Todos no sol. É um pouco um sacrifício. Que compensa pela maravilha do show depois. Mas pra mim não dá. Minha doença me fez baixar a bola, me deu mais noção dos meus limites, me tornou mais consciente e madura. Até para compreender a impossibilidade de realizar certos desejos.
segunda-feira, 8 de novembro de 2010
sábado, 6 de novembro de 2010
Muita calma nessa hora
Paul McCartney já está em Porto Alegre. Só de saber isso já dá uma baita emoção. É claro que ele não pode circular livremente pelas ruas (acho eu), é claro que ele precisa se resguardar, mas espero que ele conheça um pouco da cidade, das pessoas, e que possa se sentir bem, que goste daqui, que leve boas lembranças daqui, já que vai deixar muita lembrança boa para todos que vão assistir ao show, para todos que vão ter algum contato com ele.
Não resta dúvida de que o show vai ser um showzaço, para uma multidão de 50 mil pessoas, mas para as pessoas que não vão ao show, assim como eu, fica a noção de que Porto Alegre tem 1 milhão e 390 mil habitantes, ou seja, a maior parte da população não vai ao show. São coisas da vida. Proporções. Um monte de energia concentrada num evento importante, bacana, sem dúvida, mas a vida é maior que esse evento, belo, mágico, histórico, forte, e passageiro.
É que nem uma montanha-russa, uma concentração de emoção forte por um período restrito... Entendo isso, conheço isso, de outros tempos, mas minha doença me tornou cautelosa com os extremos de emoções. Pra ficar bem, preciso pegar leve, preciso sempre de recolhimento.
Estou tentando me consolar por não poder ir a um show que adoraria assistir. É por isso que eu digo: muita calma nessa hora.
Não resta dúvida de que o show vai ser um showzaço, para uma multidão de 50 mil pessoas, mas para as pessoas que não vão ao show, assim como eu, fica a noção de que Porto Alegre tem 1 milhão e 390 mil habitantes, ou seja, a maior parte da população não vai ao show. São coisas da vida. Proporções. Um monte de energia concentrada num evento importante, bacana, sem dúvida, mas a vida é maior que esse evento, belo, mágico, histórico, forte, e passageiro.
É que nem uma montanha-russa, uma concentração de emoção forte por um período restrito... Entendo isso, conheço isso, de outros tempos, mas minha doença me tornou cautelosa com os extremos de emoções. Pra ficar bem, preciso pegar leve, preciso sempre de recolhimento.
Estou tentando me consolar por não poder ir a um show que adoraria assistir. É por isso que eu digo: muita calma nessa hora.
sexta-feira, 5 de novembro de 2010
Show do Paul em POA, mais que histórico, mágico!
É quase inacreditável. Um Beatle em Porto Alegre! Mas é verdade. Daqui a dois dias acontece o show de Paul McCartney no Beira Rio. (Será que Paul é colorado?) Com 68 anos, em pleno vigor, ele vem com Up and Coming Tour pra tocar na nossa amada cidade. Um show histórico, com certeza, reunindo fãs de várias gerações e mexendo com a gente, com tudo que representa a memória dos Beatles e a continuidade em carreiras solo. Mais que histórico, um show cheio de um clima mágico. E é bom saber que muita coisa muda, algumas coisas terminam, mas a vida continua sempre rica e oferecendo novas oportunidades.
Não vou ao show, mas estou curtindo essa vinda, estou acompanhando tudo e vibrando. É que minha vida é assim, algumas partes eu vivo à distância, meio platonicamente. E sou feliz desse jeito! É o meu jeito.
Não vou ao show, mas estou curtindo essa vinda, estou acompanhando tudo e vibrando. É que minha vida é assim, algumas partes eu vivo à distância, meio platonicamente. E sou feliz desse jeito! É o meu jeito.
quinta-feira, 4 de novembro de 2010
Poemas no Ônibus
Esse projeto, Poemas no Ônibus, aqui em Porto Alegre, é muito bacana. Porque humaniza o dia a dia, coloca poesia na rotina, além de dar oportunidade para poetas anônimos terem seus poemas publicados e lidos por muitas pessoas, os passageiros dos ônibus. Mas também acontece de se ler poemas de poetas renomados, também são publicados poetas famosos.
Andar de ônibus tem suas vantagens e suas desvantagens. É bom por ser um transporte coletivo, mais ecológico e econômico. É bom porque nos leva onde queremos ir e nos coloca em contato com a população. Mas é um pouco ruim porque às vezes o ônibus demora a chegar e temos que ficar um tempão esperando. É ruim quando o ônibus está cheio e fica difícil se locomover e se segurar dentro dele. É difícil de se segurar quando estamos carregando objetos, como guarda-chuva, quando está chovendo. Mesmo assim, em meio às dificuldades, nos deparamos com os poemas e isso nos dá um certo alívio.
A vida é um pouco assim, como os poemas no ônibus. A vida é cheia de tarefas e obrigações que nem sempre são fáceis, nem sempre são do nosso agrado. E é por isso que precisamos ver poesia na vida, os aspectos bonitos, a sensibilidade à natureza e às pessoas, as artes, a literatura... Temos que conciliar as coisas. Nem só jogo duro cotidiano, nem só fantasia. Sim, a vida real com poesia!
PS: Mas às vezes, quando o ônibus não está cheio e minha viagem é mais longa, me sento e fico olhando pela janela. Vejo minha cidade, repleta de árvores, e observo as pessoas que caminham em diferentes ritmos e direções. Nessas ocasiões acontece de me vir inspiração para algum conto ou poema ou uma simples frase de efeito.
Andar de ônibus tem suas vantagens e suas desvantagens. É bom por ser um transporte coletivo, mais ecológico e econômico. É bom porque nos leva onde queremos ir e nos coloca em contato com a população. Mas é um pouco ruim porque às vezes o ônibus demora a chegar e temos que ficar um tempão esperando. É ruim quando o ônibus está cheio e fica difícil se locomover e se segurar dentro dele. É difícil de se segurar quando estamos carregando objetos, como guarda-chuva, quando está chovendo. Mesmo assim, em meio às dificuldades, nos deparamos com os poemas e isso nos dá um certo alívio.
A vida é um pouco assim, como os poemas no ônibus. A vida é cheia de tarefas e obrigações que nem sempre são fáceis, nem sempre são do nosso agrado. E é por isso que precisamos ver poesia na vida, os aspectos bonitos, a sensibilidade à natureza e às pessoas, as artes, a literatura... Temos que conciliar as coisas. Nem só jogo duro cotidiano, nem só fantasia. Sim, a vida real com poesia!
PS: Mas às vezes, quando o ônibus não está cheio e minha viagem é mais longa, me sento e fico olhando pela janela. Vejo minha cidade, repleta de árvores, e observo as pessoas que caminham em diferentes ritmos e direções. Nessas ocasiões acontece de me vir inspiração para algum conto ou poema ou uma simples frase de efeito.
terça-feira, 2 de novembro de 2010
Dia de Finados
Saudade dos meus mortos queridos... Meu pai, Mário, minha tia-avó, Hermínia, minha avó materna, Marilia, meus avós paternos, Xaves e Thereza, e tantos outros, familiares e amigos que já partiram. Neste dia de finados, fica minha lembrança e meu desejo de que descansem em paz.
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