sexta-feira, 17 de junho de 2011
Caio Fernando Abreu
Minhas alegrias são intensas; minhas tristezas, absolutas. Me entupo de ausências, me esvazio de excessos. Eu não caibo no estreito, eu só vivo nos extremos.
quinta-feira, 16 de junho de 2011
Um pouco da história
A história é caótica. Cheia de peças pregadas pelo inconsciente. Cheia de dúvidas e curiosidade a respeito do que habita o inconsciente. Muitos atos, muitos fatos, muita confusão nos sentimentos, muita interferência nos pensamentos. E paralelamente aos acontecimentos, um desperdício muito grande de tempo e energia. Um pano de fundo com uma estampa embaçada e vazia. Um cansaço difícil de compreender. Uma dificuldade pra viver. A vida inteira com a presença constante do morrer. Extremos, contrastes, conflitos. E há muito tempo sem um movimento, sem um grito, sem uma atitude de reação. Somente a quietude e o silêncio como uma forma de resignação. Guardando os resquícios dos laços para que a história tenha continuação.
segunda-feira, 13 de junho de 2011
Fernando Pessoa
"Tudo vale a pena
Se a alma não é pequena".
Fernando Pessoa.
Hoje em seu 123º aniversário.
Se a alma não é pequena".
Fernando Pessoa.
Hoje em seu 123º aniversário.
sábado, 4 de junho de 2011
Marina Lima
"em que medida envelheceremos bem/ olhando os outros sem doçura e com desdém?"
(trecho da música: "A parte que me cabe")
(trecho da música: "A parte que me cabe")
quinta-feira, 2 de junho de 2011
Amor?
O filme é um documentário. Várias pessoas fazem relatos de experiências pessoais onde relações amorosas envolvem violência física e psicológica, seja nas relações entre pais e filhos ou nas relações entre cônjuges.
O filme é de João Jardim e tem no elenco Julia Lemmertz, entre outros.
Mostra claramente, e repetidas vezes, como o amor pode vir acompanhado de sentimentos negativos e prejudiciais, como ciúme, desejo de posse e poder sobre a pessoa amada, situações de humilhação, agressão e violência, causando danos severos como baixa auto-estima, conflitos múltiplos e até mesmo risco de morte.
Em um dos relatos a personagem se pergunta como pode se originar numa mesma pessoa o amor e o desejo de matar a pessoa amada...
O filme é de João Jardim e tem no elenco Julia Lemmertz, entre outros.
Mostra claramente, e repetidas vezes, como o amor pode vir acompanhado de sentimentos negativos e prejudiciais, como ciúme, desejo de posse e poder sobre a pessoa amada, situações de humilhação, agressão e violência, causando danos severos como baixa auto-estima, conflitos múltiplos e até mesmo risco de morte.
Em um dos relatos a personagem se pergunta como pode se originar numa mesma pessoa o amor e o desejo de matar a pessoa amada...
quarta-feira, 1 de junho de 2011
Da primeira vez...
Da primeira vez em que me assassinaram,
Perdi um jeito de sorrir que eu tinha...
Depois, a cada vez que me mataram,
Foram levando qualquer coisa minha...
Hoje, dos meus cadáveres eu sou
O mais desnudo, o que não tem mais nada...
Arde um toco de vela amarelada...
Como único bem que me ficou!
Vinde, corvos, chacais, ladrões da estrada!
Pois dessa mão avaramente adunca,
Não haverão de arrancar a luz sagrada!
Aves da Noite! Asas do Horror! Voejai!
Que a luz, trêmula e triste como um ai,
A luz de um morto não se apaga nunca!
Mario Quintana
Perdi um jeito de sorrir que eu tinha...
Depois, a cada vez que me mataram,
Foram levando qualquer coisa minha...
Hoje, dos meus cadáveres eu sou
O mais desnudo, o que não tem mais nada...
Arde um toco de vela amarelada...
Como único bem que me ficou!
Vinde, corvos, chacais, ladrões da estrada!
Pois dessa mão avaramente adunca,
Não haverão de arrancar a luz sagrada!
Aves da Noite! Asas do Horror! Voejai!
Que a luz, trêmula e triste como um ai,
A luz de um morto não se apaga nunca!
Mario Quintana
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