quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Transtorno Esquizoafetivo

Transtorno Esquizoafetivo é o diagnóstico do meu transtorno psíquico. Tem semelhança com Transtorno Bipolar porque apresenta alterações de humor, alterna momentos de euforia com outros de depressão. Mas é mais grave porque tem, associado, psicose. Assim, euforia é surto, e depressão é quase morte. Penei muito. Outra hora vou escrever um depoimento falando tudo como foi, como tem sido. Me trato. Com um psiquiatra faço psicoterapia e sou medicada, tomo dois remédios, um para moderar o humor e outro pra controlar a psicose. Com um psicólogo faço Acompanhamento Terapêutico. Estou melhor, mas instável, tenho altos e baixos na minha melhora. Escrever, que sempre escrevi, ajuda muito.

7 comentários:

  1. O Transtorno Esquizoafetivo é como um filhote da Esquizofrenia. Meu avô materno era esquizofrênico.

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  3. Olá. Espero que tudo esteja pelo melhor porque sei que muitas vezes não é fácil.

    Digo isto porque também me foi diagnosticado transtorno esquizoafetivo há cerca de 9 anos.

    Ultimamente tenho deixado o tabaco e o café, bebidas alcoólicas nem pensar.

    Sei que não é fácil e embora nunca tenha ouvido vozes já tive dois surtos sujeitos a internamento. Estou em tratamento farmacológico e psicológico e tenho esperança de que as coisas fiquem bem embora os estudos indiquem o contrário.

    Tenho um blog também e há poucos dias escrevi um post/artigo para tentar alcançar alguém que passe pelo mesmo, embora em Portugal não se fale muito disso. Eu arrisquei.

    Deixo aqui o meu comentário e a ligação para o post/artigo que deixei para apelar a algum 'feedback' de alguém que compreenda.

    Artigo: Alcançando Alguém

    Abraço
    Luís

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  6. Elisa, fui diagnosticada recentemente como portadora de transtorno esquizoafetivo. Tenho 55 anos, sou aposentada, casada, 02 filhos, e passei praticamente uma vida lutando contra algo desconhecido, até que um surto grave revelou a minha real condição. Pensei comigo que, felizmente, nada realmente grave me aconteceu até o episódio do surto e internação e, mesmo com sofrimento, levei a cabo meus compromissos profissionais e familiares. E pensei também que foi bom ter surtado aos 54 anos e não aos 80, porque com 54 eu tenho muito tempo pela frente, para me tratar e viver uma vida melhor. Se surtasse com 80, seria uma tragédia, porue minha expectativa de vida não me daria muitas esperanças. Sei que algumas coisas em mim não ão mudar, como meus pensamentos persecutórios, que me acompanham há muito tempo, nem lembro mais quando começaram, já na minha infância eu apresentava delírios, depressão, mas principalmente delírios. Enfim, os delírios do esquizoafetivo parece que são a desgraça mas também a salvação, porque a mente procura uma forma de sair da situação, de contornar, de dar o "pulo do gato". Refiro-me ao período em que não sabemos ainda que somos portadores da doença, e sobrevivemos na base do instinto.
    Atualmente choro quando estou com raiva. Do que, não sei. Mas é uma raiva muito grande, não é tristeza. Sinto raiva dos "meus perseguidores", das pessoas que violaram minha intimidade, não importa se isto aconteceu ou não, o que meus olhos viram e meus ouvidos ouviram é verdade para mim.
    Escrevi isto para que tu saibas que não está sozinha. Quando li sobre sua filha, fiquei triste. Ela é tão jovem, não entende, seria tão bom se ela fosse esclarecida sobre o assunto, será que ela não aceitaria ir ao médico para ouvir uma explicação sobre a sua doença e assim poder ir melhorando o relacionamento de vocês? Afeto é importante. Amor é imprescindível. Quando na condição de filhos, as pessoas querem que os pais sejam perfeitos, que não falhem nunca, que não tenham fraquezas o doenças. Deve ser o instinto de sobrevivência DELES falando, porque precisam dos pais para viver, os pais são um referencial importante Somente mais tarde, com maturidade e experiência de vida, passamos a olhar nossos pais com compreensão, e entendemos que eles não sao diferentes de qualquer outra pessoa: são seres humanos, com defeitos, qualidades, virtudes, fraquezas e principalmente, com necessidades a serem atendidas.
    Desejo, do fundo do coração, que você e sua filha encontrem o caminho do entendimento. Vai ser muito bom para você e melhor ainda para ela, pois vai chegar um dia em que ela vai olhar para trás e poderá ficar muito triste pelo que deixou de fazer quando podia. Abraços.

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